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Eles eram os caras certos com o talento certo na época certa. John, Paul, George e Ringo eram representantes da geração que nasceu durante a Segunda Guerra Mundial.

The Beatles mudaram completamente o mundo da música em seus primeiros dois anos de sucesso. E com isso, conseguiram alguns problemas particulares.

Desde que se conheceram em 1957 e sonhavam em ser maiores que Elvis Presley, John e Paul iniciaram uma parceria muito produtiva e perfeita. Os estilos das músicas viraram mania porque iam na contramão das composições da época.

O quarteto de Liverpool, obtiveram fama, popularidade e notoriedade até hoje inéditas para uma banda musical, e tornaram-se a banda de maior sucesso e de maior influência do século XX.

Na época, os próprios Beatles não acreditavam que tudo aquilo que estava acontecendo era verdade, eram referências para quase todos. Seus shows, completamente lotados sempre, começaram a trazer pequenos problemas.

Para época, lotar um show com 55 mil pessoas era uma loucura. Naquele tempo não se tinha uma organização, proteção e estrutura de um palco para suportar tais eventos, não havia equipamentos de qualidades como temos hoje, uma grande “reclamação” dos Beatles, era que em seus shows já não dava mais para ouvi-los tocar, se escutava apenas os berros e gritos dos fãns.

A coisa foi ficando tão séria, que isso foi aos poucos chateando os Beatles, que tinham que entrar no palco, tocar e sair correndo direto para van.(Confira o vídeo abaixo)

Veja baixo, vídeo de um show dos Beatles – a loucura dos fãns, chega ser engraçada.

Hoje em dia, uma banda tem um ônibus ou um avião para levar apenas a bateria e acessórios. Naquele tempo o quarteto levava todos seus equipamentos em apenas um ônibus de pequeno porte.

Isso foi acarretando e os deixando cada vez mais chateados e irritados com essa situação. Até que realizaram um show no Japão, quando se depararam com uma organização, e proteção incrível. Porem isso não agradava George, sempre muito reservado, não gostava de viajar. Tinha ido para o Japão apenas pelo contrato que tinham.

No final da década de 60 os problemas maiores surgiram, desentendimentos na banda, que tinham dificuldade para cuidar de seu capital após a morte do empresário Brian Epstein.

Além disso, John comentou com uma amiga repórter, que vinha publicar em jornal sua conversa com o Beatle o seguinte: “Somos mais famosos que Jesus Cristo”. Ao declarar esta frase, em 1966, John Lennon colocou sua cabeça a prêmio para os cristãos em todo o mundo.

Muitos dos fãns dos Beatles queimaram fotos, e discos do grupo. Em alguns shows sempre havia muito tumulto e protesto por causa da frase de Lennon.

Mais tarde na televisão, o John disse ter falado tal coisa por apenas falar. Não levando muito a serio, mas que realmente tudo que estava acontecendo e chegando nos lugares e todos gritando seus nomes dava uma pequena impressão de reconhecimento mundial.

Para completar a história, John começa a se irritar com a suposta liderança de Paul, é notável que nos últimos tempos a maioria das idéias vinham de Paul, enquanto John parecia cada vez mais se importar apenas com sua própria vida e de Yoko. Mas John se irritou mesmo quando sua “Revolution” perdeu o lado para “Hey Jude” de Paul, considerada mais comercial.

Em meados 1969, durante uma reunião na Apple, John interrompeu Paul para anunciar sua saída da banda. Mas convenceram John a não tornar a decisão pública alegando ser ruim para os negócios. Na época, John estava tentando largar a heroína, e havia um sentimento de todos de que ele poderia reconsiderar sua decisão quando estivesse totalmente livre da droga.

Isso se arrastou até 1970, quando Paul viu que não tinha mais jeito, deixou vazar a notícia sobre o fim dos Beatles em abril, anunciando sua saída e o lançamento de seu primeiro álbum solo, gravado secretamente.

Por volta de 1973 John e Yoko terminam, obviamente, sem ela por perto, era muito mais fácil para John e Paul se reaproximarem. Antes da famosa visita de Paul ao novo lar de John, em Los Angeles, Yoko foi até a casa dos McCartneys contar que John havia ido embora com a secretária May Pang. Paul disse a Yoko que estava indo para Los Angeles e perguntou se ela queria mandar algum recado para John. Yoko disse que queria que o marido voltasse para Nova York, mas que teria que cortejá-la e reconquistá-la para que pudessem reatar.

Paul foi até o estúdio onde John trabalhava na produção do álbum “Pussy Cats” de Harry Nilson, mas não ficou lá por muito tempo. No dia seguinte, Paul foi até a casa de John para conversarem melhor. À tarde, John acordou e foi cumprimentar o velho amigo. Paul contou a história de Yoko e John acabou fazendo como ela queria.

O reencontro de Lennon e McCartney não serviu só para o recado de Yoko. Passaram o dia todo juntos, conversando e tocando.

Os boatos sobre uma reunião dos Beatles eram uma constante durante os anos 70, e nenhum deles escapava desse assunto durante as entrevistas. John disse em 1973 a seu amigo e repórter Elliot Mintz que gostaria que a tal reunião acontecesse.

De fato, John chegou a telefonar para Paul para tentar trazer os Beatles de volta. O próprio Macca revelou isso em entrevista concedida em 1995. John perguntou: “O que você acha dos Beatles voltarem?”, e Paul respondeu: “Olha, o que eu acho é que vamos ficar juntos por uns três dias e depois separar de novo, talvez seja melhor deixar como está.”

Recentemente, May Pang afirmou que John desejava muito reativar a parceria com Paul e que isso só não ocorreu porque John voltou a morar com Yoko e após conseguir seu visto de permanência nos EUA e após o nascimento de Sean, decidiu abandonar o mundo da música.

Na última entrevista de John, em 8 de dezembro de 1980, ele reclamou de como Paul, George e Ringo tratavam Yoko na época dos Beatles. “Não posso perdoá-los pelo que fizeram à Yoko, mas também não consigo deixar de amá-los”.

Na manhã de 9 de dezembro de 1980, Paul acordou com a notícia do assassinato de John. Seu empresário na época, Steven Shrimpton telefonou informando a tragédia. Paul declarou que este foi “o maior de todos os choques”. Contou que ficou perplexo o dia todo e depois que voltou do estúdio para casa à noite, chorou muito e xingou o assassino de “o maior dos babacas”.

É notório que até hoje o assassinato de John deixa Paul extremamente incomodado e emocionado. Desde 2002 ele tem tocado ao vivo a canção “Here Today” composta em homenagem a John em 1982 e muitas vezes sua interpretação é carregada de emoção, ficando difícil segurar o choro.

John Lennon e Paul McCartney foram amigos, companheiros e parceiros de vida. O legado deixado pelos dois é absolutamente eterno. É muito provável que o tempo passe e continue havendo sempre muitas pessoas ao redor do mundo ouvindo, lendo e escrevendo à respeito, aprendendo a tocar músicas belíssimas que trazem abaixo do título a marca “Lennon/McCartney”.

 

The Beatles

 

John Lennon

Na noite de 8 de dezembro de 1980, quando voltava para o apartamento onde morava em Nova Iorque , no edifício Dakota, em frente ao Central Park, John foi abordado por um rapaz que durante o dia havia lhe pedido um autógrafo em um LP Double Fantasy em frente ao Dakota. O rapaz eraMark David Chapman, um fã dos Beatles e de John, que acabou atirando em John Lennon com revólver calibre 38.

Paul McCartney

Durante esses últimos anos, Paul realizou espetáculos que entraram para a história. Apresentou-se duas vezes na partida final do Super Bowl (em 2002 e 2005), finalizou o show em comemoração ao Jubileu da Rainha da Inglaterra Party at the Palace, participou de uma homenagem feita ao ex-beatle George Harrison no Royal Albert Hall em Londres (Concert for George em 2002), fez o primeiro show da história da canção no Coliseu de Roma, apresentou-se pela primeira vez em Moscou (em 2003), tocou no famoso festival inglês Glastonbury Festival (em junho de 2004), tocou no Rock in Rio Lisboa (em 2004) e abriu e finalizou o show do Live8.

 
George Harrison

O primeiro sinal de câncer de George apareceu na década de 90, no pulmão. Ele enfrentou várias cirurgias para eliminá-lo. Em 2001, o câncer reapareceu em metástase. Apesar dos tratamentos agressivos, logo se descobriu que era terminal, decidindo de imediato passar seus últimos dias em família e trabalhar em alguns projetos para posteriormente serem terminados por sua viúva e filho.

George faleceu dia 29 de novembro de 2001 em Los Angeles aos 58 anos de idade. Seu corpo foi cremado e alguns afirmam que suas cinzas jogadas no Rio Ganges embora a família não tenha oficialmente confirmado. Sua morte foi devido ao câncer que havia atingido ao cérebro. Após a sua morte, sua família emitiu um comunicado: “Abandonou este mundo como viveu: consciente de Deus, sem medo da morte e em paz, rodeado de familiares e amigos”. Harrison costumava dizer: “Tudo pode esperar, menos a busca de Deus”.

Ringo Starr

Ringo continua tocando, bateria e outros instrumentos como sempre, e mantêm sua banda atual a Ringo Starr & His All Starr Band.

Em 2002, no aniversário de um ano da morte de George Harrison, Ringo participou do Concert for George em sua homenagem. Ringo tocou bateria no show e cantou as cançõesPhotograph e Honey Don’t.

Em janeiro de 2008, Ringo lançou o single Liverpool 8 e na semana seguinte um álbum com o mesmo nome. Liverpool 8 mantendo a tradição dos álbuns produzidos junto a banda Roundheads, a qual participa o produtor desse novo disco, David Stewart, recebeu bons reviews, e entrou na lista dos mais vendidos tanto nos Estados Unidos como no Reino Unido, atingindo a melhor colocação para um álbum de Ringo Starr desde 1998 com Vertical Man.




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